A cirurgia de quadril costuma trazer duas preocupações imediatas: quanto tempo leva para recuperar a mobilidade e o que esperar logo nos primeiros dias. Cada organismo responde de um jeito, mas existe um padrão geral, observado na maioria dos casos, que ajuda o paciente a entender o que costuma acontecer em cada etapa da recuperação.
Dá para andar no mesmo dia da cirurgia?
Na maioria dos casos, sim. A mobilização já no dia da cirurgia ou no dia seguinte é uma prática cada vez mais incentivada, sempre com acompanhamento da equipe de fisioterapia e conforme a evolução clínica de cada paciente.
O que costuma acontecer nas primeiras horas após o procedimento
Logo após a cirurgia, o paciente ainda está sob efeito da anestesia e passa por um período de observação. Nas horas seguintes, conforme a recuperação anestésica avança, a equipe avalia as condições para iniciar os primeiros movimentos, que costumam começar com o apoio ao levantar da cama, com auxílio.
Por que a mobilização precoce é incentivada na maioria dos casos
Movimentar-se cedo ajuda a reduzir riscos associados ao repouso prolongado, como problemas circulatórios, além de estimular a musculatura ao redor da nova articulação desde o início. Isso não significa caminhar sem apoio ou sem orientação. O processo é gradual e sempre acompanhado por profissionais capacitados.
Primeira semana: hospital e primeiros dias em casa
O que esperar durante a internação
Nos dias de internação, que costumam variar conforme o caso e a instituição, o foco está em controlar a dor, iniciar a fisioterapia básica e orientar o paciente sobre os cuidados necessários para os primeiros movimentos no dia a dia, como sentar, levantar e usar dispositivos de apoio, quando indicados.
Cuidados ao voltar para casa
Ao receber alta, alguns cuidados costumam ser recomendados:
- Manter o uso de dispositivos de apoio conforme orientação médica, como andador ou muletas
- Evitar movimentos específicos de rotação ou cruzamento das pernas, conforme instrução da equipe cirúrgica
- Adaptar o ambiente de casa para reduzir riscos de queda, como tapetes soltos e obstáculos no caminho
- Seguir o cronograma de medicação para controle de dor conforme prescrito
Semanas 2 a 4: adaptação e fisioterapia
Evolução esperada da dor e da mobilidade
Nesse período, é comum que a dor apresente uma redução progressiva, embora ainda possa haver desconforto, principalmente ao final do dia ou após atividades mais intensas. A mobilidade também costuma evoluir de forma gradual, com aumento da amplitude de movimento da articulação.
O papel da fisioterapia nessa fase
A fisioterapia se torna uma parte central da recuperação nesse momento, com exercícios voltados para fortalecimento muscular, ganho de amplitude e reeducação da marcha. A frequência e a intensidade dos exercícios são ajustadas conforme a resposta individual de cada paciente.
Semanas 5 a 12: retomada gradual das atividades
O que costuma ser retomado nesse período
Com a evolução da fisioterapia, muitos pacientes conseguem retomar gradualmente atividades como:
- Caminhadas mais longas, sem necessidade de apoio, conforme liberação médica
- Tarefas domésticas leves
- Direção de veículos, quando autorizada pelo cirurgião responsável
- Redução progressiva do uso de dispositivos de apoio
Sinais de que a evolução está dentro do esperado
Alguns indícios ajudam a perceber que a recuperação segue um curso favorável:
- Redução consistente da dor ao longo das semanas
- Aumento progressivo da amplitude de movimento
- Marcha cada vez mais estável, com menos dependência de apoio
- Melhora na capacidade de realizar atividades básicas do dia a dia
Depois dos três meses: o que ainda pode evoluir
Ganhos de força e amplitude que continuam ao longo do tempo
Mesmo depois do período inicial de recuperação, é comum que ganhos de força muscular e amplitude de movimento continuem ao longo dos meses seguintes, especialmente para pacientes que mantêm a fisioterapia e a atividade física orientada como parte da rotina.
Quando buscar o cirurgião durante a recuperação
Alguns sinais indicam que vale a pena entrar em contato com a equipe médica antes da consulta de retorno programada:
- Dor que piora de forma repentina, em vez de melhorar progressivamente
- Sinais de infecção, como vermelhidão intensa, calor local ou secreção na região operada
- Febre persistente
- Dificuldade significativa para movimentar a perna, fora do padrão já observado até então
Um processo gradual, acompanhado de perto
A recuperação de uma cirurgia de quadril segue etapas relativamente previsíveis, mas o ritmo exato varia conforme idade, condição física prévia e características específicas de cada paciente. Entender essas fases ajuda a reduzir a ansiedade em torno do processo e a saber o que observar em cada momento, desde as primeiras horas até os meses seguintes.
O Dr. Gabriel Tomazini, ortopedista com CRM/PR 33962 e RQE 23230, acompanha seus pacientes ao longo de toda a recuperação nos hospitais São Marcelino Champagnat, Vita Batel e Santa Cruz, em Curitiba, ajustando as orientações conforme a evolução individual observada em cada etapa do tratamento.
Este conteúdo faz parte do guia completo sobre cirurgia de quadril em Curitiba.